Cabelo muda com a idade, mas nem toda mudança é culpa do tempo
Ressecamento, frizz, perda de brilho e afinamento podem ter relação com o envelhecimento, mas também carregam as marcas de químicas, calor, hábitos e até alterações na saúde

Quem mantém há anos a mesma rotina de cuidados pode chegar a um momento em que os produtos deixam de funcionar como antes. Os fios ficam mais ásperos, perdem brilho, ganham frizz, quebram com mais facilidade ou parecem não “assentar” da mesma maneira. A reação mais comum é tentar intensificar o que já era feito.
Para Cris Dios, cosmetóloga e fundadora do Grupo Laces, que tem uma unidade no Shopping Iguatemi, em Campinas, o caminho deveria ser justamente o contrário: entender o que mudou. “O cabelo de uma mulher aos 20, aos 40 e aos 60 não é o mesmo cabelo envelhecido. É outro cabelo, com outras necessidades”, argumenta.
Segundo Cris Dios, o envelhecimento provoca transformações naturais. A produção de oleosidade do couro cabeludo muda, a renovação celular desacelera e o fio pode nascer mais fino, perder pigmento, ficar mais poroso e ter menor capacidade de reter água. Mas existe outro componente nessa história: tudo o que foi feito ao longo dos anos também deixa marcas.
Colorações, alisamentos, descolorações, exposição solar e uso frequente de ferramentas térmicas podem comprometer progressivamente a estrutura da fibra. Por isso, duas pessoas da mesma idade podem apresentar condições capilares muito diferentes. “O envelhecimento é o ponto de partida, não a sentença”, enfatiza Cris.

Textura
Antes mesmo de perceber redução de volume ou espessura, muitas mulheres notam alterações no toque. A fibra fica mais áspera, seca, com mais frizz e demora mais para finalizar. Depois, podem aparecer perda de brilho, sensação de menor corpo, pontas quebradiças e maior dificuldade para desembaraçar.
O brilho, explica Cris, funciona como um indicador da condição da fibra. Quando diminui, pode sinalizar perda da capacidade de reter água e nutrientes.
Há ainda uma combinação que merece atenção: couro cabeludo oleoso, coçando ou sensível e comprimento ressecado. Nesse caso, simplesmente trocar o produto pode não resolver a questão. “Você só consegue tratar aquilo que entende. Sem diagnóstico, o cuidado é palpite”, ressalta.
Outra diferença a ser observada está entre o afinamento gradual associado ao envelhecimento e alterações que surgem de forma acelerada.
De acordo com Cris Dios, o afinamento natural tende a ser progressivo e difuso. Já queda repentina, falhas localizadas, alterações rápidas na espessura dos fios ou sintomas no couro cabeludo, como vermelhidão, descamação e dor, requerem avaliação profissional. Entre as possíveis causas estão fatores hormonais, nutricionais, emocionais e medicamentosos.
A orientação é especialmente relevante porque a tentativa de solucionar o problema apenas com cosméticos pode mascarar a necessidade de investigação.
Cabelo de 20 anos atrás
Cris Dios pontua que outro comportamento frequente é insistir em fazer o cabelo atual voltar a ser o do passado. Isso pode levar ao excesso de química, calor e produtos.
A recomendação é inverter a lógica: observar textura, densidade e condições atuais dos fios e do couro cabeludo para então definir frequência de lavagem, produtos e procedimentos.
“Quando a gente muda a pergunta, de ‘como eu volto ao que era’ para ‘o que esse fio precisa agora’, tudo se transforma”, destaca.
Entre os cuidados básicos que permanecem importantes em diferentes fases estão a higienização correta do couro cabeludo, hidratação e nutrição de acordo com a necessidade, proteção contra calor e sol, alimentação equilibrada, ingestão de água, sono e manejo delicado. O que muda é a intensidade e a frequência desses cuidados. Os especialistas do salão de beleza Laces, em Campinas, são treinados e podem orientar sobre as necessidades de cada caso individualmente.

Menos intervenção
A experiência acumulada com químicas e calor também ajuda a explicar por que alguns cabelos passam a responder de maneira diferente com o tempo. Cada procedimento interfere na estrutura da fibra e, quando os processos se repetem durante anos, os efeitos podem se acumular.
Espaçar procedimentos, respeitar intervalos, reduzir a temperatura do calor, usar proteção térmica e permitir períodos de recuperação são medidas que podem fazer diferença.
A especialista frisa que cuidar dos cabelos em diferentes fases da vida não deveria significar uma luta contra as marcas do tempo. “A gente viveu muito um período em que a beleza era cópia de padrões. Hoje, a beleza é autenticidade: é a pessoa que se olha no espelho e se percebe”, pondera.
Para ela, assumir a textura natural, os fios brancos ou grisalhos e adaptar os cuidados à realidade de cada fase também faz parte dessa mudança na relação com a própria aparência. “Cuidar do cabelo maduro não é devolver ao fio uma versão que ele já não é. É cuidar da saúde. A beleza vem como consequência”, conclui.

Cuidado que começa na raiz
A filosofia do Laces também se estende aos produtos usados no cuidado diário. Desenvolvidos pelo próprio grupo, eles têm formulações com ingredientes naturais e orgânicos certificados, escolhidos para cuidar da fibra e do couro cabeludo de forma mais suave. Extratos vegetais, óleos e manteigas de origem natural podem contribuir para a hidratação, nutrição, proteção e recuperação dos fios, respeitando as características de cada cabelo.
Para o Laces, olhar para o couro cabeludo faz parte desse cuidado. É ali que nasce o fio e onde condições como oleosidade, sensibilidade e ressecamento também precisam ser consideradas na escolha dos produtos e da rotina. A proposta é reduzir intervenções desnecessárias e oferecer ao cabelo aquilo de que ele realmente precisa em cada fase. A unidade do Laces em Campinas só aplica nos clientes os produtos naturais de sua linha e dispõe da linha home care que pode ser usada em casa.
Laces Campinas
Localizado no 1º piso do Shopping Iguatemi Campinas, o Laces Campinas é a maior unidade do grupo no país. Com 370m², o espaço combina natureza, design e tecnologia natural, criando uma experiência sensorial que conecta corpo, mente e saúde capilar. A unidade campineira, sob responsabilidade da sócia Monique Godoy Masutti, abriga também o Espaço Laces, uma arena de eventos e vivências, com luz natural e muito verde. O lugar é um ponto de encontro para quem busca autocuidado, equilíbrio e beleza consciente e é usado para atividades como yoga, talks e bate-papos.
SOBRE O GRUPO LACES
O Grupo Laces começou sua história com o Laces and Hair, primeiro Hair Spa do Brasil, em 1987. Pioneiro em tratamentos saudáveis para os cabelos e referência na área foi fundado por Mercedes Dios, mãe de Cris Dios, que sempre pesquisou sobre plantas, folhas e os seus benefícios para os cabelos. Hoje comandado por Cris, o Laces engloba um ecossistema pioneiro em ESG e tratamentos saudáveis para cabelos, focado em consumo consciente e com práticas sustentáveis. A empresa esteve presente nas edições da Conferência Climática das Nações Unidas, COP 27, COP28 e COP30, além da COP BOP16, consolidando-se como uma das vozes brasileiras em prol de práticas sustentáveis na indústria da beleza. Hoje o grupo é formado pelo Laces and Hair, Bioma, Slow Beauty, Carbon Limited, além das marcas Cris Dios Organics, LCS e C/Alma, com todos os produtos feitos em fábrica própria certificada orgânica desde 2015. Utiliza de logística reversa para mapear e rastrear o fluxo de produtos, embalagens e outros materiais para que sejam descartados devidamente ou para que sejam reciclados.




