Quatro pilares explicam o envelhecimento da face
Quatro pilares explicam o envelhecimento da face
Abordagem integrada melhora naturalidade e durabilidade dos tratamentos

A busca por tratamentos estéticos ainda é, muitas vezes, guiada por um desejo pontual: eliminar uma ruga específica. No entanto, essa abordagem tende a ser limitada e pode comprometer a naturalidade dos resultados.
“O envelhecimento não acontece de forma isolada. A face envelhece como um todo, com alterações que envolvem ossos, gordura, músculos e pele. Quando tratamos apenas uma ruga, estamos lidando com o sintoma, e não com a causa”, explica a dermatologista Dra. Mônica Felici.
De acordo com a especialista, o entendimento atual da dermatologia se baseia em uma visão mais ampla do processo, estruturada em quatro pilares principais: perda de volume, flacidez, hipercinesia muscular — relacionada às rugas de expressão — e alterações na textura da pele.
Esses fatores atuam de maneira simultânea e interdependente. Por isso, abordagens integradas tendem a oferecer resultados mais naturais e duradouros.
Mudanças estruturais e sinais visíveis
Com o passar do tempo, ocorre reabsorção óssea e redistribuição da gordura facial, levando à perda de volume em regiões como maçãs do rosto e têmporas. Esse é um dos exemplos do que ocorre com o envelhecimento. Esse processo contribui para um aspecto mais cansado e menos definido. “Hoje, a reposição de volume é feita com refinamento, sem excessos, respeitando a arquitetura facial”, frisa.
Outro ponto relevante é a flacidez, resultado da degradação progressiva do colágeno e da elastina, além da redução da atividade celular. A perda de firmeza costuma ser mais evidente no terço inferior da face, afetando contorno da mandíbula, região do pescoço e área ao redor dos olhos.
Já a hipercinesia muscular está relacionada aos movimentos repetitivos da expressão facial. Progressivamente, as rugas que surgem durante o movimento tornam-se permanentes. Testa, região entre as sobrancelhas e área periocular estão entre as mais afetadas.
Além das mudanças estruturais, a qualidade da pele também se altera. Manchas, poros dilatados, vasinhos e rugas finas refletem tanto o envelhecimento natural quanto os efeitos acumulados da exposição solar. “Mesmo quando a estrutura está bem-posicionada, a textura da pele pode denunciar a idade”, observa a dermatologista.

Planejamento e individualização
Segundo Dra. Mônica, tratar apenas um desses aspectos, sem considerar os demais, pode gerar resultados incompletos ou artificiais. “Preencher volume sem tratar flacidez, por exemplo, pode causar excesso de peso na face. O equilíbrio entre os pilares é o que garante naturalidade”.
Na prática clínica, a Dra. Mônica enfatiza que a avaliação envolve análise global da face, tanto em repouso quanto em movimento, levando em conta proporções, contornos, qualidade da pele e características individuais de cada paciente. A partir disso, é possível definir um plano personalizado, combinando diferentes técnicas e tecnologias.
A dermatologista também chama atenção para a simplificação excessiva de tratamentos nas redes sociais. “Promessas de resultados rápidos e soluções padronizadas ignoram a complexidade do envelhecimento e a individualidade de cada paciente, o que pode levar a resultados insatisfatórios”.
Para a doutora, a individualização é o principal fator para um resultado bem-sucedido. “O objetivo não é transformar, mas restaurar e valorizar a beleza natural, respeitando as características de cada rosto”, conclui.
Sobre Mônica Felici
Médica há mais de duas décadas, Dra. Mônica Felici reúne uma formação multidisciplinar que conecta Dermatologia, Medicina Estética, Cosmiatria, Nutrição e Endocrinologia Funcional, Medicina Ortomolecular, Terapia Neural e Medicina Quântica — com cursos e certificações no Brasil e no exterior.
Professora na pós-graduação de Dermatologia Estética da Universidade São Leopoldo Mandic e coautora de um livro sobre práticas integrativas em saúde, ela alia técnica, ciência e propósito.
Com uma visão que une estética e saúde, a especialista acredita que a verdadeira beleza nasce do equilíbrio e do respeito à individualidade.
No Instituto Felici, cada protocolo é personalizado — combinando tecnologias avançadas, fórmulas manipuladas e nutracêuticos — para tratar a pele de forma integral, de dentro para fora.
Com base em princípios como ética, verdade e naturalidade, a dermatologista conduz seus tratamentos com o mesmo rigor científico e delicadeza que marcam sua trajetória.
Informações:
Instagram @dramonicafelici